quinta-feira, janeiro 22, 2009

sobre as boas novas

tudo corre rápido e a felicidade é o motor das minhas vontades. acho que agora a vida vai e não sou meu inimigo em nada. sem problemas. sem preguiça. sem tempo ruim.

confio na minha capacidade de desejar.

realizar é detalhe se o desejo existe. se o sonho existe.

detalhe importante, mas detalhe.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

deve ser o que chamam CANTO DO CISNE
44 minutos do 2º tempo

quinta-feira, dezembro 25, 2008

natal e o retorno de um planeta

não sei bem, só sei que sonho e isso ainda move as pernas. natal já não faz sentindo, se é que algum dia fez, ou faz muito agora que tudo é bem claro. não existe. só existe o tempo pra descansar, comer bem, ler e principalmente pensar na vida. o desejo de seguir aumenta enquanto as baterias carregam no perdido interior fluminense. aqui o vendo é só uma miragem.

eu quero muito, já tenho muito e vou até onde não consigo enxergar. mas sinto, mas quero. e pronto.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

sobre a vida que corre

a vida exige e eu sigo. sem tempo. sem hora pra voltar.

o preço. no ano que vem. penso. e mudo.

se conseguir,

volte.

que eu volto.

quinta-feira, novembro 06, 2008

estranho mundo gávea

um determinado visual supostamente diferente, cores escolhidas, roupas recortadas, a menina da televisão com seu all star sem cadarço, tudo tão sem vida, tudo tão sem sal, que a estética vira a única saída para um batalhão que já não se diferencia, que só se encontra no único bar que comporta a sua pele, seus tecidos, seus papos sem curva, sua vida sem vida, sem roupa pra lavar, sem conta pra pagar, só a da cerveja, que custa mais que em copacabana. sem finalidade nenhuma, coitada.

a gávea é que não me engana.

terça-feira, novembro 04, 2008

White Album

A minha namorada de camiseta branca é a coisa mais linda desse mundo. Como um disco dos Beatles ou uma caminhada pelo centro da cidade. Com ela do meu lado, claro.

segunda-feira, novembro 03, 2008

O Joio não é Trigo

"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio" (Mateus 13:24-26)

Já que vocês dois decidiram colocar o preço de todos os seus problemas na minha conta, a incapacidade de lidar com a verdade, o medo de enfrentar a dor, se tudo de pesado que não podem suportar deve ser jogado nas minhas costas, eu aceito sorrindo. E peço desculpas se continuo feliz, não é nada pessoal. Aqui do meu lado da vida só fica a saudade do lado bom que sempre enxerguei nos dois; o ódio, o rancor, a culpa, a raiva, eu desejo que façam um ótimo proveito, quem sabe consigam transformar o seu joio em algo que não seja arrependimento no futuro. Sinceramente, eu duvido muito que isso aconteça.

Eu tentei e sei disso. Para um escrevi buscando a reconciliação, quis até assumir pecados maiores do que realmente cometi, e mesmo recebendo a cólera como resposta, sublimei com carinho e educação. Para o outro tentei tornar tudo menos doloroso, não apontei os motivos que machucariam mais, não esclareci os defeitos, talvez resida nisso o erro, na tentativa de te aliviar, dei meu corpo para a pilhagem, e se para que você consiga continuar vivendo em paz, necessite inventar coisas ainda mais sórdidas pra me desmerecer, o azar é seu. Pode fazer, que não vou sentir nada pesando aqui no peito. Dormirei do mesmo jeito de sempre.

A minha vida vai muito bem, obrigado. Digo que, infelizmente, até melhor sem os dois. Não tenho nada a odiar, nem maiores reclamações a fazer, e se escrevo esse desabafo é pra dizer que não sou santo nenhum e não tenho a obrigação de ver tudo isso acontecendo e ainda beijar-lhes as mãos. Muito pelo contrário. Vou é seguir o meu caminho e vocês é que fiquem com seus problemas, eles são bem maiores que os meus. Contabilizo no máximo a falta boa que vocês farão, e não o peso desse medo todo de aceitar a verdade que os feriu tanto. Chorem se for preciso, faz bem. E o mais engraçado dessa tragédia é que talvez até apareça um terceiro achando que é o segundo citado nessa conversa, pois não é, meu caro. Você no máximo merece essas duas frases que acabei de escrever. Tanto ela quanto ele, se um dia passarem por aqui saberão exatamente o que lhes diz respeito.

Tudo isso posto, eu vou viver e não toco mais nesse assunto. Pobres são vocês que precisam me usar como muleta pra seguir vivendo. Queira Deus que eu não seja realmente muito pesado.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Lisboa em cores ou São Petersburgo

Agora fiquei com uma vontade louca de cair pesado no meu romance, escrever todas as idéias que começaram a aparecer, mas tenho um compromisso com livros e provas até o final de novembro, então vou deixar a história fermentando na cabeça e tentar sentir as coisas legais que eu imagino para o protagonista.

As cores iluminadas, o sonho com as cidades, ruas, caminhadas, ela, o fundo do buraco, ela, todos os sorrisos, e comidas, e cheiros, sabores e a velocidade de um coração em esforço contínuo. Um coração novo para um corpo cansado.

O ritmo. A felicidade que ainda consegue sentir, viva.

terça-feira, outubro 28, 2008

sobre o que não se pode adivinhar

agora, nesse exato momento, posso dizer que me sinto como uma caixa d'água ou uma bomba de óleo diesel, qualquer coisa que se não for esvaziada logo vai acabar explodindo, vai sujar uma cidade inteira, vai parar o rumo dos carros no trânsito.

eu não sei se isso significa estar cansado e uma noite de sono pode resolver qualquer coisa ou se o dia que parecia simples, foi se complicando, se perdendo, sei lá, eu é que me perdi mesmo, não sei o que fiz, não sei o que vai sobrar quando eu pensar no que vale a pena, não sei pedir perdão de uma forma convincente, vai ver é falta de jeito, vai ver é falta de encontro, vai ver é uma capacidade enorme de estragar as minhas construções. derrubar o que consigo de sólido, vai ver que derrubei tudo pra colocar um castelo de cartas de pé. e todo castelo tem seu preço.

mas sei também que meu corpo é fechado e ainda não existe porrada que possa me derrubar por completo.

eu levanto, eu consigo.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Marco Zero

Outra semana vai começar, o ano já se aproxima do fim e aquela mudança programada há tanto tempo ainda não aconteceu. Eu pergunto a razão todos os dias e não me digo a resposta, apesar de saber perfeitamente. Apesar de sentir a necessidade de mudar o que atravanca a minha vida, eu continuo viciado nos mesmos erros. Eles sempre dizem que posso deixar as coisas pra amanhã, que é melhor começar a mudar semana que vem e eu acabo sempre no mesmo ciclo, no mesmo beco sem saída.

Não posso dizer que definitivamente nada mudou, as coisas melhoraram muito, o contexto anda bem favorável e não começar uma mudança importante agora seria uma demonstração clara da minha falta de atitude para com a minha própria vida.

Então que esse pequeno texto seja o marco zero da minha revolução pessoal. O documento da mudança.

Beijos do M.M. e ponto final.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Uma Vida Inteira Todo Dia

Ele quer um texto Universal. Qualquer um pode ler e encontrar o que precisa nas frases, entende o que quer e se acha especial de alguma forma naquelas linhas, o encontro não marcado entre quem escreve e a pessoa do lado oposto, o outro, o estranho agora íntimo. O ideal seria evitar as repetições de efeito, os clichês que emocionam a audiência, mas já são sentidos como falta de talento pra se transformar. O estilo é cruel e cobra seu preço.

Ela agora sonha com o fim que é o caminho. O ponto final nas coisas que devem terminar, o novo parágrafo no que começa amanhã e mais uma palavra para o que ainda falta escrever. É difícil ter disciplina na construção do que se sonha, ainda mais quando a vida resolve te ajudar com a oportunidade de conseguir a maioria de seus desejos, quando o destino não se opõe, quando tudo só depende de você e não é justo culpar qualquer coisa que não seja a si mesmo. Liberdade é justamente isso.

Não faz sentido sentir o peso de ser livre, mas acontece muito.

Ele abre uma cerveja pela manhã. Enquanto escreve a cabeça procura a razão de continuar querendo tanto da vida, talvez algumas escolhas sejam necessárias, as esquinas existem e não são definitivas, talvez lhe falte a sabedoria do tempo pra pensar, da reflexão como base para decisões importantes, mas seus sonhos são urgentes, alguns não vão esperar a vida toda.

Ele gosta justamente desses, sonhos bem maiores do que a própria vida, acontecem a revelia da mesma e se não forem agarrados no momento certo, amanhã não existirão mais. A soma de todos eles é que representa existir como sujeito, as pessoas andam esquecendo disso, de viver o sonho urgente e querem adivinhar o futuro o tempo todo, querem coisas bem explicadas pra depois cobrar exatamente o que foi planejado. Qual a graça de existir alguma coisa chamada "futuro" se você fica o tempo todo querendo no presente (outro tempo verbal) esclarecer o amanhã, abolir a chance única de se surpreender com o mundo, talvez a nossa única dádiva real seja poder começar a vida outra vez a cada dia que ainda se pode viver. Porque a verdade é essa, morreu, acabou. Todo mundo quer morrer de véspera?

Ele não sabe onde pode chegar, por isso pode ir aonde quiser.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Lembretes Importantes

Comprar a nossa vitrola. O disco do Caetano de 71. O Love is Hell em vinil. Limpar o apartamento. Arrumar a mala. Fazer compras naquela outra cidade antiga. Colocar alguns livros na mochila e organizar melhor meu dinheiro. Ganhar mais dinheiro também não é ruim. Terminar o disquinho do salaequarto. Decidir que agora é a hora de acabar o Gávea Hardcore. Dormir mais tempo e não tão tarde. Comer coisas saudáveis diariamente.

Chegar cedo onde se deve chegar cedo. Comprar microfone e caixas. Terminar a parte II do MB-LoveisHell. Responder e-mails. Ser professor. Ir a Pontifícia. Viajar com ela em Novembro.

Enfim, devolver o mínimo do que a vida me dá.

Com responsabilidade e estilo. (anotar isso também)

terça-feira, outubro 07, 2008

Vida 24horas

Faz calor e não estamos no verão. Ela anda me transformando em alguém mais humano, que pensa antes de fazer, que exercita a bondade, que aprende a usar o carinho com parcimônia. Vivemos os dois no ritmo acelerado desses dias, um pouco cansados de atravessar a cidade a pé, das cadeiras não muito confortáveis das salas de projeção, do tempo em que não dormimos o suficiente, da longa espera entre cada sessão, mas ficamos felizes ainda assim.

Até quando caímos juntos em um sono exausto. Até quando falta atravessar o resto do caminho pós Rua Alice às 06:30 da manhã.

Eu quero viver mais e gosto de te ver sorrindo também.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Voltamos aos 90's?

Cheguei em casa agora e liguei na MTV. Só clipes sensacionais, mas não foi nem questão de pegar uma sequência de sorte, a programação da madrugada é que tá muito boa mesmo. Só coisas do início dos noventa, clipes legais, música o tempo todo.

O mundo tá maluco e eu não sei?

terça-feira, setembro 30, 2008

Final do Ciclo

Setembro acabou e o que vai ser de Outubro ninguém sabe. Chuva, trânsito, cinemas, pessoas, continuação de cenas da película, quem sabe? Tudo fotografado pelo Walter Carvalho?

Que outubro seja um sonho cor-de-sonho desfocado.

quinta-feira, setembro 25, 2008

As Ruas Sem Fim

Um intervalo entre o último ruído e a voz, ela no caminho entre as pessoas, sorrindo, e as ruas esperando os passos que ainda não chegaram, em vila isabel ou nas laranjeiras, os carros, o tempo que não se decide entre o frio e o meio-calor, as luzes amarelas mais bonitas que as brancas ainda são maioria apesar do preço, e a cidade em silêncio apaixonado nos dias de setembro, o mundo pensa melhor sem barulho. Sem pressa de chegar ao longe.

Nos hospitais, nos cinemas, na praia de Botafogo iluminada pelos néons do caminho, no amigo cansado que escuta uma canção do nosso lado no ônibus, nas praças, avenidas, viadutos, no estádio ao lado da Universidade onde os fantasmas de um século resolvem passear pela madrugada vazia, entre as pessoas, o vai-e-vem dos cães vadios, os semáforos no amarelo intermitente, uma cidade que ainda se apaixona, que ainda me emociona.

Quando às duas da manhã sorrindo sentando no ponto de ônibus, com um cigarro estranho e pela metade nas mãos, a chuva resolve cair soberana e linda sobre a Rua das Laranjeiras.

A felicidade é isso e ai de quem disser o contrário.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Começando a Primavera Sempre

"Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão"


O sol não queima enquanto escuto o Belchior cantando nos fones de ouvido pelas curvas do Catumbi ao meio dia. Só sinto que devo continuar vivendo assim, com calma, deixando a vida ser o que ela precisa, movimento, transformação ou pausa dramática.

Momentos de sol no rosto não me acontecem ao acaso, eles resolvem chegar quando o caminho começa a ficar esclarecido, e ultimamente tudo o que deveria fazer sentido, anda fazendo, os dias são para o sacerdócio diário de viver, de sentir a felicidade, abraçando forte quem eu gosto, de não sentir vontade de levantar da cama, de ficar com ela ali por horas, ficar com a alegria também, justa e calma, acertando o compasso, ouvindo as músicas tocando mais de uma vez no espaço do quarto.

Eu quero continuar andando.

E tomando Coca-Cola, comendo nos lugares errados pela madrugada, ou não, obedecendo a boa alimentação para evitar as gastrites da vida, bebendo vinhos novos, conhecendo coisas e pessoas, lugares, sonhando com as luzes de São Paulo a noite, metrópole iluminada por meus sonhos e coração aberto, ouvindo músicas com cheiro de nossa vida nova, com frases sobre refrigerante e cachorro quente, sobre "meu bem", sobre a vontade de viver. Tendo a coragem de ser o que se precisa.

E eu não preciso de quase nada além da minha própria vida.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Cardiologista, não. Coração, sim.

Eu não escrevo sobre música, eu escrevo música. Diferença básica, mas não tão clara nos anos 00, todo mundo quer agora sentir o gostinho de ficar perto da canção, quer tirar um sarro, quer passar a mão, mas entre o falar sobre e ser o que se fala, existe um abismo. São dois mundos sem ponto de contato.

Existe quem trabalha e existe quem especula, como em qualquer lugar. Mercado de capitais, esportes, chão de fábrica ou canção popular de três minutos que te faz dormir melhor.

terça-feira, setembro 16, 2008

Meta-Chelsea-Nights

Ando refletindo sobre este blogue-hotel e cheguei a conclusão que ele, de alguma forma estranha, consegue retratar e fazer sentido com tudo que aconteceu na minha vida de 2005 até aqui. Os textos muitas vezes não tratam do que eu vivo em si, ou não são tão óbvios quando tratam, mas em alguma esquina tudo que foi escrito nesse espaço se encontrou com o que eu pensei, quis, desejei, e principalmente, com o que eu quis viver nesse bom pedaço de tempo. O meu fio-da-meada está todo aqui.

São quase três anos com partes grandes de uma vida guardada, mas o que interessa mesmo é que cada parte dessa trajetória me faz feliz como texto puro, não é vida limpa e escancarada; e até quando é vida mesmo, acho que consigo chegar perto da melhor parte, da parte que realmente deveria ser contada, nem que seja só pra mim. Guardo assim o que talvez a memória não consiga.

Já disse a alguns amigos, mas quero dizer para todo mundo que de alguma forma acompanha esse blogue, que decidi só termina-lo em Nova York, hospedado quinze dias no Hotel Chelsea escrevendo diariamente pra colocar um ponto final nessa história. A idéia é que depois disso a aventura vire um livro, mas até lá ainda existe muito chão. Isso deverá acontecer em um inverno americano de um dos próximos anos, mas por enquanto continua tudo normal, já que tenho muita coisa pra viver e colocar aqui.

Espero que até lá este espaço continue crescendo e me dando a alegria que sempre dá. Outros leitores e amigos aparecerão.

Para um blogue que não tem assunto específico, não trata de tantas futilidades de interesse geral, quase nunca tem figuras, só texto corrido e não é um diário no sentido usual que os blogues tomaram, o Chelsea Nights até que tem mais leitores do que talvez mereça, e leitores da melhor qualidade, eu posso dizer. Então o único jeito de retribuir é continuar caminhando e escrevendo, agora com mais vontade e frequência nos textos.

Frequência na vida não falta. Porque até um dezembro qualquer de NY, nós vamos nos divertir muito ainda.

Beijos e obrigado,
MM

sexta-feira, setembro 12, 2008

300

Sempre dá vontade de chorar quando escuto ele cantando:

its testing the strong ones
scarring the beautiful ones
it's holding the loved ones
(one last time)


Acho que a morte não nos cai bem, em todos os sentidos.