agora me sinto dentro de uma canção do leindecker.
sem vontade de falar, ver ou escutar.
só fechar os olhos e não ter que encontrar ninguém.
sexta-feira, março 13, 2009
quarta-feira, março 04, 2009
inércia
engraçado como as pessoas não aprendem.
seja quem diz que quer algo melhor porque não conseguiu o que queria, seja quem queria e agora não quer mais porque não foi desejado proporcionalmente ou ainda aquele que mesmo com o passar do tempo não consegue enxergar os seus defeitos. o que era azul vira cinza e pronto. tá decidido.
isso deve ser burrice, só pode ser, não consigo explicação melhor. já vieram me dizer que fulaninho era um canalha porque depois de tanto tempo de namoro resolveu terminar o relacionamento, 'acabou com a minha vida' e toda essa conversa, mas parar pra pensar que o outro pode mudar de idéia, pode querer diferente, pode pensar melhor ou refletir sobre o que quer da vida, parece tão difícil assim? canalha não faz tudo bonitinho, ali, preto no branco.
mas se a culpa é de quem muda, o azar é de quem fica.
parado.
seja quem diz que quer algo melhor porque não conseguiu o que queria, seja quem queria e agora não quer mais porque não foi desejado proporcionalmente ou ainda aquele que mesmo com o passar do tempo não consegue enxergar os seus defeitos. o que era azul vira cinza e pronto. tá decidido.
isso deve ser burrice, só pode ser, não consigo explicação melhor. já vieram me dizer que fulaninho era um canalha porque depois de tanto tempo de namoro resolveu terminar o relacionamento, 'acabou com a minha vida' e toda essa conversa, mas parar pra pensar que o outro pode mudar de idéia, pode querer diferente, pode pensar melhor ou refletir sobre o que quer da vida, parece tão difícil assim? canalha não faz tudo bonitinho, ali, preto no branco.
mas se a culpa é de quem muda, o azar é de quem fica.
parado.
segunda-feira, março 02, 2009
nossas melhores roupas #01
ela quer chegar antes das vinte e duas horas em copacabana. patrícia parece resistir ao século vinte um e sobrevivendo sabe se lá de que dinheiro - dos pais, da vida, do seu - consegue transformar-se em luz que ele não entende facilmente. pode ser que não esteja sempre no circo, no baixo, na augusta, em cuba, paris ou no espaço de cinema, mas está ali, sempre no imaginário, nas fotografias que ele assiste de relance no cotidiano carioca, no caderno "ela" que ele compra por acaso, na fotometragem do lula carvalho em qualquer fita mais recente, ela representa alguma coisa no mundo que conspira para um encontro fortuito.
o acaso.
acontece em copacabana, em frente ao bip-bip, vinte e duas horas em ponto, ela atravessando a rua com o vestido azulado e um cigarro entre os dedos, ele comprando os seus cigarros e uma revista na banca de esquina, ela olha, conhece, retrai, não conhece, antecipa, ele admira o cuidado com que os sapatos são limpos, o vestido passado, o sorriso entrecortado, os cabelos loiros de luz natural ou refletores de quando o cinema ainda era foto-exposto, eles cortam, estranham, vão. sentem falta.
seguindo em sentidos opostos.
sem motivo. só intuição.
o acaso.
acontece em copacabana, em frente ao bip-bip, vinte e duas horas em ponto, ela atravessando a rua com o vestido azulado e um cigarro entre os dedos, ele comprando os seus cigarros e uma revista na banca de esquina, ela olha, conhece, retrai, não conhece, antecipa, ele admira o cuidado com que os sapatos são limpos, o vestido passado, o sorriso entrecortado, os cabelos loiros de luz natural ou refletores de quando o cinema ainda era foto-exposto, eles cortam, estranham, vão. sentem falta.
seguindo em sentidos opostos.
sem motivo. só intuição.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
no hoje em dia, no agora é tempo
no hoje em dia, no agora é tempo, eu quero pensar na menina com os óculos vermelhos dentro dos capítulos californianos dos meus sonhos, viver a transformação necessária para a minha vida, aprender com o que tenho e desejar o impossível. cheguei na fase onde ter o que sempre quis é realidade e antes de jogar tudo pela janela, preciso sentir a experiência de mudar, de crescer, de não me desfazer do que sou eu agora.
a frase a seguir é difícil de pronunciar: eu estou feliz com a minha vida e com as frustrações que são parte de tudo que viver representa. tudo isso que fica muito grande quando escrito quer dizer que envelheci, que percebo os anos que passaram e agora preciso refletir sobre finalmente realizar minhas necessidades. acertar o que me desagrada diariamente, mudar, aceitar o que é real e seguir. não é fácil conviver com a realidade vinte e quatro horas por dia, mas pelo menos com as dezesseis além do sono e dos sonhos é fundamental. tomar esse tempo como a batalha necessária pra viver e sobreviver à autossabotagem. eu acredito que posso e agora consigo.vou fazer a barba e cortar o cabelo.
guerreiro que é guerreiro se prepara.
a frase a seguir é difícil de pronunciar: eu estou feliz com a minha vida e com as frustrações que são parte de tudo que viver representa. tudo isso que fica muito grande quando escrito quer dizer que envelheci, que percebo os anos que passaram e agora preciso refletir sobre finalmente realizar minhas necessidades. acertar o que me desagrada diariamente, mudar, aceitar o que é real e seguir. não é fácil conviver com a realidade vinte e quatro horas por dia, mas pelo menos com as dezesseis além do sono e dos sonhos é fundamental. tomar esse tempo como a batalha necessária pra viver e sobreviver à autossabotagem. eu acredito que posso e agora consigo.vou fazer a barba e cortar o cabelo.
guerreiro que é guerreiro se prepara.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
começando dois mil e nove de fato
deu de um tudo
do bom e do melhor
na festa do desata flor
do nosso amor do amor:
convidados e tal
mais uma saudade
do carnaval que ainda não pintou
ora bolas, esmolas.
tudo o que eu quero
é uma questão de gosto:
um beijo, um bolero
e pipoca moderna
mais o contra-resto
menos nosso imposto
e cada vez mais perto
do porto.
coração correto.
(torquato neto)
do bom e do melhor
na festa do desata flor
do nosso amor do amor:
convidados e tal
mais uma saudade
do carnaval que ainda não pintou
ora bolas, esmolas.
tudo o que eu quero
é uma questão de gosto:
um beijo, um bolero
e pipoca moderna
mais o contra-resto
menos nosso imposto
e cada vez mais perto
do porto.
coração correto.
(torquato neto)
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
ora, polaco
se o leminski estivesse vivo, certamente diria que meus antigos amigos são realmente muito antigos.
ainda bem que eu mudei. ou me mudaram.
graças!
ainda bem que eu mudei. ou me mudaram.
graças!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
sobre as boas novas
tudo corre rápido e a felicidade é o motor das minhas vontades. acho que agora a vida vai e não sou meu inimigo em nada. sem problemas. sem preguiça. sem tempo ruim.
confio na minha capacidade de desejar.
realizar é detalhe se o desejo existe. se o sonho existe.
detalhe importante, mas detalhe.
confio na minha capacidade de desejar.
realizar é detalhe se o desejo existe. se o sonho existe.
detalhe importante, mas detalhe.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
quinta-feira, dezembro 25, 2008
natal e o retorno de um planeta
não sei bem, só sei que sonho e isso ainda move as pernas. natal já não faz sentindo, se é que algum dia fez, ou faz muito agora que tudo é bem claro. não existe. só existe o tempo pra descansar, comer bem, ler e principalmente pensar na vida. o desejo de seguir aumenta enquanto as baterias carregam no perdido interior fluminense. aqui o vendo é só uma miragem.
eu quero muito, já tenho muito e vou até onde não consigo enxergar. mas sinto, mas quero. e pronto.
eu quero muito, já tenho muito e vou até onde não consigo enxergar. mas sinto, mas quero. e pronto.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
sobre a vida que corre
a vida exige e eu sigo. sem tempo. sem hora pra voltar.
o preço. no ano que vem. penso. e mudo.
se conseguir,
volte.
que eu volto.
o preço. no ano que vem. penso. e mudo.
se conseguir,
volte.
que eu volto.
quinta-feira, novembro 06, 2008
estranho mundo gávea
um determinado visual supostamente diferente, cores escolhidas, roupas recortadas, a menina da televisão com seu all star sem cadarço, tudo tão sem vida, tudo tão sem sal, que a estética vira a única saída para um batalhão que já não se diferencia, que só se encontra no único bar que comporta a sua pele, seus tecidos, seus papos sem curva, sua vida sem vida, sem roupa pra lavar, sem conta pra pagar, só a da cerveja, que custa mais que em copacabana. sem finalidade nenhuma, coitada.
a gávea é que não me engana.
a gávea é que não me engana.
terça-feira, novembro 04, 2008
White Album
A minha namorada de camiseta branca é a coisa mais linda desse mundo. Como um disco dos Beatles ou uma caminhada pelo centro da cidade. Com ela do meu lado, claro.
segunda-feira, novembro 03, 2008
O Joio não é Trigo
"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio" (Mateus 13:24-26)
Já que vocês dois decidiram colocar o preço de todos os seus problemas na minha conta, a incapacidade de lidar com a verdade, o medo de enfrentar a dor, se tudo de pesado que não podem suportar deve ser jogado nas minhas costas, eu aceito sorrindo. E peço desculpas se continuo feliz, não é nada pessoal. Aqui do meu lado da vida só fica a saudade do lado bom que sempre enxerguei nos dois; o ódio, o rancor, a culpa, a raiva, eu desejo que façam um ótimo proveito, quem sabe consigam transformar o seu joio em algo que não seja arrependimento no futuro. Sinceramente, eu duvido muito que isso aconteça.
Eu tentei e sei disso. Para um escrevi buscando a reconciliação, quis até assumir pecados maiores do que realmente cometi, e mesmo recebendo a cólera como resposta, sublimei com carinho e educação. Para o outro tentei tornar tudo menos doloroso, não apontei os motivos que machucariam mais, não esclareci os defeitos, talvez resida nisso o erro, na tentativa de te aliviar, dei meu corpo para a pilhagem, e se para que você consiga continuar vivendo em paz, necessite inventar coisas ainda mais sórdidas pra me desmerecer, o azar é seu. Pode fazer, que não vou sentir nada pesando aqui no peito. Dormirei do mesmo jeito de sempre.
A minha vida vai muito bem, obrigado. Digo que, infelizmente, até melhor sem os dois. Não tenho nada a odiar, nem maiores reclamações a fazer, e se escrevo esse desabafo é pra dizer que não sou santo nenhum e não tenho a obrigação de ver tudo isso acontecendo e ainda beijar-lhes as mãos. Muito pelo contrário. Vou é seguir o meu caminho e vocês é que fiquem com seus problemas, eles são bem maiores que os meus. Contabilizo no máximo a falta boa que vocês farão, e não o peso desse medo todo de aceitar a verdade que os feriu tanto. Chorem se for preciso, faz bem. E o mais engraçado dessa tragédia é que talvez até apareça um terceiro achando que é o segundo citado nessa conversa, pois não é, meu caro. Você no máximo merece essas duas frases que acabei de escrever. Tanto ela quanto ele, se um dia passarem por aqui saberão exatamente o que lhes diz respeito.
Tudo isso posto, eu vou viver e não toco mais nesse assunto. Pobres são vocês que precisam me usar como muleta pra seguir vivendo. Queira Deus que eu não seja realmente muito pesado.
Já que vocês dois decidiram colocar o preço de todos os seus problemas na minha conta, a incapacidade de lidar com a verdade, o medo de enfrentar a dor, se tudo de pesado que não podem suportar deve ser jogado nas minhas costas, eu aceito sorrindo. E peço desculpas se continuo feliz, não é nada pessoal. Aqui do meu lado da vida só fica a saudade do lado bom que sempre enxerguei nos dois; o ódio, o rancor, a culpa, a raiva, eu desejo que façam um ótimo proveito, quem sabe consigam transformar o seu joio em algo que não seja arrependimento no futuro. Sinceramente, eu duvido muito que isso aconteça.
Eu tentei e sei disso. Para um escrevi buscando a reconciliação, quis até assumir pecados maiores do que realmente cometi, e mesmo recebendo a cólera como resposta, sublimei com carinho e educação. Para o outro tentei tornar tudo menos doloroso, não apontei os motivos que machucariam mais, não esclareci os defeitos, talvez resida nisso o erro, na tentativa de te aliviar, dei meu corpo para a pilhagem, e se para que você consiga continuar vivendo em paz, necessite inventar coisas ainda mais sórdidas pra me desmerecer, o azar é seu. Pode fazer, que não vou sentir nada pesando aqui no peito. Dormirei do mesmo jeito de sempre.
A minha vida vai muito bem, obrigado. Digo que, infelizmente, até melhor sem os dois. Não tenho nada a odiar, nem maiores reclamações a fazer, e se escrevo esse desabafo é pra dizer que não sou santo nenhum e não tenho a obrigação de ver tudo isso acontecendo e ainda beijar-lhes as mãos. Muito pelo contrário. Vou é seguir o meu caminho e vocês é que fiquem com seus problemas, eles são bem maiores que os meus. Contabilizo no máximo a falta boa que vocês farão, e não o peso desse medo todo de aceitar a verdade que os feriu tanto. Chorem se for preciso, faz bem. E o mais engraçado dessa tragédia é que talvez até apareça um terceiro achando que é o segundo citado nessa conversa, pois não é, meu caro. Você no máximo merece essas duas frases que acabei de escrever. Tanto ela quanto ele, se um dia passarem por aqui saberão exatamente o que lhes diz respeito.
Tudo isso posto, eu vou viver e não toco mais nesse assunto. Pobres são vocês que precisam me usar como muleta pra seguir vivendo. Queira Deus que eu não seja realmente muito pesado.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Lisboa em cores ou São Petersburgo
Agora fiquei com uma vontade louca de cair pesado no meu romance, escrever todas as idéias que começaram a aparecer, mas tenho um compromisso com livros e provas até o final de novembro, então vou deixar a história fermentando na cabeça e tentar sentir as coisas legais que eu imagino para o protagonista.
As cores iluminadas, o sonho com as cidades, ruas, caminhadas, ela, o fundo do buraco, ela, todos os sorrisos, e comidas, e cheiros, sabores e a velocidade de um coração em esforço contínuo. Um coração novo para um corpo cansado.
O ritmo. A felicidade que ainda consegue sentir, viva.
As cores iluminadas, o sonho com as cidades, ruas, caminhadas, ela, o fundo do buraco, ela, todos os sorrisos, e comidas, e cheiros, sabores e a velocidade de um coração em esforço contínuo. Um coração novo para um corpo cansado.
O ritmo. A felicidade que ainda consegue sentir, viva.
terça-feira, outubro 28, 2008
sobre o que não se pode adivinhar
agora, nesse exato momento, posso dizer que me sinto como uma caixa d'água ou uma bomba de óleo diesel, qualquer coisa que se não for esvaziada logo vai acabar explodindo, vai sujar uma cidade inteira, vai parar o rumo dos carros no trânsito.
eu não sei se isso significa estar cansado e uma noite de sono pode resolver qualquer coisa ou se o dia que parecia simples, foi se complicando, se perdendo, sei lá, eu é que me perdi mesmo, não sei o que fiz, não sei o que vai sobrar quando eu pensar no que vale a pena, não sei pedir perdão de uma forma convincente, vai ver é falta de jeito, vai ver é falta de encontro, vai ver é uma capacidade enorme de estragar as minhas construções. derrubar o que consigo de sólido, vai ver que derrubei tudo pra colocar um castelo de cartas de pé. e todo castelo tem seu preço.
mas sei também que meu corpo é fechado e ainda não existe porrada que possa me derrubar por completo.
eu levanto, eu consigo.
eu não sei se isso significa estar cansado e uma noite de sono pode resolver qualquer coisa ou se o dia que parecia simples, foi se complicando, se perdendo, sei lá, eu é que me perdi mesmo, não sei o que fiz, não sei o que vai sobrar quando eu pensar no que vale a pena, não sei pedir perdão de uma forma convincente, vai ver é falta de jeito, vai ver é falta de encontro, vai ver é uma capacidade enorme de estragar as minhas construções. derrubar o que consigo de sólido, vai ver que derrubei tudo pra colocar um castelo de cartas de pé. e todo castelo tem seu preço.
mas sei também que meu corpo é fechado e ainda não existe porrada que possa me derrubar por completo.
eu levanto, eu consigo.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Marco Zero
Outra semana vai começar, o ano já se aproxima do fim e aquela mudança programada há tanto tempo ainda não aconteceu. Eu pergunto a razão todos os dias e não me digo a resposta, apesar de saber perfeitamente. Apesar de sentir a necessidade de mudar o que atravanca a minha vida, eu continuo viciado nos mesmos erros. Eles sempre dizem que posso deixar as coisas pra amanhã, que é melhor começar a mudar semana que vem e eu acabo sempre no mesmo ciclo, no mesmo beco sem saída.
Não posso dizer que definitivamente nada mudou, as coisas melhoraram muito, o contexto anda bem favorável e não começar uma mudança importante agora seria uma demonstração clara da minha falta de atitude para com a minha própria vida.
Então que esse pequeno texto seja o marco zero da minha revolução pessoal. O documento da mudança.
Beijos do M.M. e ponto final.
Não posso dizer que definitivamente nada mudou, as coisas melhoraram muito, o contexto anda bem favorável e não começar uma mudança importante agora seria uma demonstração clara da minha falta de atitude para com a minha própria vida.
Então que esse pequeno texto seja o marco zero da minha revolução pessoal. O documento da mudança.
Beijos do M.M. e ponto final.
quarta-feira, outubro 15, 2008
Uma Vida Inteira Todo Dia
Ele quer um texto Universal. Qualquer um pode ler e encontrar o que precisa nas frases, entende o que quer e se acha especial de alguma forma naquelas linhas, o encontro não marcado entre quem escreve e a pessoa do lado oposto, o outro, o estranho agora íntimo. O ideal seria evitar as repetições de efeito, os clichês que emocionam a audiência, mas já são sentidos como falta de talento pra se transformar. O estilo é cruel e cobra seu preço.
Ela agora sonha com o fim que é o caminho. O ponto final nas coisas que devem terminar, o novo parágrafo no que começa amanhã e mais uma palavra para o que ainda falta escrever. É difícil ter disciplina na construção do que se sonha, ainda mais quando a vida resolve te ajudar com a oportunidade de conseguir a maioria de seus desejos, quando o destino não se opõe, quando tudo só depende de você e não é justo culpar qualquer coisa que não seja a si mesmo. Liberdade é justamente isso.
Não faz sentido sentir o peso de ser livre, mas acontece muito.
Ele abre uma cerveja pela manhã. Enquanto escreve a cabeça procura a razão de continuar querendo tanto da vida, talvez algumas escolhas sejam necessárias, as esquinas existem e não são definitivas, talvez lhe falte a sabedoria do tempo pra pensar, da reflexão como base para decisões importantes, mas seus sonhos são urgentes, alguns não vão esperar a vida toda.
Ele gosta justamente desses, sonhos bem maiores do que a própria vida, acontecem a revelia da mesma e se não forem agarrados no momento certo, amanhã não existirão mais. A soma de todos eles é que representa existir como sujeito, as pessoas andam esquecendo disso, de viver o sonho urgente e querem adivinhar o futuro o tempo todo, querem coisas bem explicadas pra depois cobrar exatamente o que foi planejado. Qual a graça de existir alguma coisa chamada "futuro" se você fica o tempo todo querendo no presente (outro tempo verbal) esclarecer o amanhã, abolir a chance única de se surpreender com o mundo, talvez a nossa única dádiva real seja poder começar a vida outra vez a cada dia que ainda se pode viver. Porque a verdade é essa, morreu, acabou. Todo mundo quer morrer de véspera?
Ele não sabe onde pode chegar, por isso pode ir aonde quiser.
Ela agora sonha com o fim que é o caminho. O ponto final nas coisas que devem terminar, o novo parágrafo no que começa amanhã e mais uma palavra para o que ainda falta escrever. É difícil ter disciplina na construção do que se sonha, ainda mais quando a vida resolve te ajudar com a oportunidade de conseguir a maioria de seus desejos, quando o destino não se opõe, quando tudo só depende de você e não é justo culpar qualquer coisa que não seja a si mesmo. Liberdade é justamente isso.
Não faz sentido sentir o peso de ser livre, mas acontece muito.
Ele abre uma cerveja pela manhã. Enquanto escreve a cabeça procura a razão de continuar querendo tanto da vida, talvez algumas escolhas sejam necessárias, as esquinas existem e não são definitivas, talvez lhe falte a sabedoria do tempo pra pensar, da reflexão como base para decisões importantes, mas seus sonhos são urgentes, alguns não vão esperar a vida toda.
Ele gosta justamente desses, sonhos bem maiores do que a própria vida, acontecem a revelia da mesma e se não forem agarrados no momento certo, amanhã não existirão mais. A soma de todos eles é que representa existir como sujeito, as pessoas andam esquecendo disso, de viver o sonho urgente e querem adivinhar o futuro o tempo todo, querem coisas bem explicadas pra depois cobrar exatamente o que foi planejado. Qual a graça de existir alguma coisa chamada "futuro" se você fica o tempo todo querendo no presente (outro tempo verbal) esclarecer o amanhã, abolir a chance única de se surpreender com o mundo, talvez a nossa única dádiva real seja poder começar a vida outra vez a cada dia que ainda se pode viver. Porque a verdade é essa, morreu, acabou. Todo mundo quer morrer de véspera?
Ele não sabe onde pode chegar, por isso pode ir aonde quiser.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Lembretes Importantes
Comprar a nossa vitrola. O disco do Caetano de 71. O Love is Hell em vinil. Limpar o apartamento. Arrumar a mala. Fazer compras naquela outra cidade antiga. Colocar alguns livros na mochila e organizar melhor meu dinheiro. Ganhar mais dinheiro também não é ruim. Terminar o disquinho do salaequarto. Decidir que agora é a hora de acabar o Gávea Hardcore. Dormir mais tempo e não tão tarde. Comer coisas saudáveis diariamente.
Chegar cedo onde se deve chegar cedo. Comprar microfone e caixas. Terminar a parte II do MB-LoveisHell. Responder e-mails. Ser professor. Ir a Pontifícia. Viajar com ela em Novembro.
Enfim, devolver o mínimo do que a vida me dá.
Com responsabilidade e estilo. (anotar isso também)
Chegar cedo onde se deve chegar cedo. Comprar microfone e caixas. Terminar a parte II do MB-LoveisHell. Responder e-mails. Ser professor. Ir a Pontifícia. Viajar com ela em Novembro.
Enfim, devolver o mínimo do que a vida me dá.
Com responsabilidade e estilo. (anotar isso também)
terça-feira, outubro 07, 2008
Vida 24horas
Faz calor e não estamos no verão. Ela anda me transformando em alguém mais humano, que pensa antes de fazer, que exercita a bondade, que aprende a usar o carinho com parcimônia. Vivemos os dois no ritmo acelerado desses dias, um pouco cansados de atravessar a cidade a pé, das cadeiras não muito confortáveis das salas de projeção, do tempo em que não dormimos o suficiente, da longa espera entre cada sessão, mas ficamos felizes ainda assim.
Até quando caímos juntos em um sono exausto. Até quando falta atravessar o resto do caminho pós Rua Alice às 06:30 da manhã.
Eu quero viver mais e gosto de te ver sorrindo também.
Até quando caímos juntos em um sono exausto. Até quando falta atravessar o resto do caminho pós Rua Alice às 06:30 da manhã.
Eu quero viver mais e gosto de te ver sorrindo também.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Voltamos aos 90's?
Cheguei em casa agora e liguei na MTV. Só clipes sensacionais, mas não foi nem questão de pegar uma sequência de sorte, a programação da madrugada é que tá muito boa mesmo. Só coisas do início dos noventa, clipes legais, música o tempo todo.
O mundo tá maluco e eu não sei?
O mundo tá maluco e eu não sei?
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