segunda-feira, dezembro 17, 2007

vida-quase-versão-dois-mil-e-oito



Ela acha o Love is Hell muito, muito triste. Então já que o Gold é mais bonito e feliz, dedico essa música pra você. E ainda sonho que alguma coisa mude. Urgente, como todas as vontades são, como todo desejo sempre é.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Post 251 ou Planos para um futuro próximo

No ano que vem vou investir na Labelle, a banda que eu sempre quis ter. Será que rola mesmo? Veremos em 2008. To fazendo umas músicas, gravando lá em casa, sonhando com um monte de coisas pequenas e tal. Tudo na esfera artesanal de ser. Manolo-zen-budista-next-year.



Queria que a capa do disco tivesse uma foto da Cristina A. Essa aí tava de bom tamanho, mas antes do disco, vem um EP e eu to pensando em um desenho do Pedro Moura pra capa.

Enfim, só pensando alto mesmo.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Hotel Chelsea não acaba tão cedo

Esta louca aventura completa dois anos hoje. Queria ter mais tempo e paciência pra escrever uma coisa bonitinha aqui, fica pra dezembro, eu prometo. O que não poderia fazer mesmo era deixar o aniversário passar em branco.

Para os que visitam este hotel, muito obrigado.

Com os hóspedes habituais, divido o bolo e o 'parabéns pra você'.

Ô Leminski, me dá uma ajuda espiritual!

tá foda. tudo corrido, cansativo e chato. não tenho tempo pra parar e não posso dormir. e chatice sempre vem acompanhada de todos os tipos de pequenos problemas.

mas isso passa, eu sei. queria ir a Frankfurt, alguém paga a passagem?!

sexta-feira, novembro 23, 2007

Até o dia em que a guria morreu

Agora é sério. Aquela pessoa está oficialmente proibida de aparecer por aqui.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Vai que vai, vai vai!

O Manoel anda cansado, mas ele acha que dois-mil-e-sete vai acabar rapidinho e uma chuva de coisas boas promete descer junto com esse verão aqui na Califórnia-terceiro-mundo. Ele tá sem saco, com sono, com sonho demais pra quem tá com pressa demais, mas ele não desanima e vai, correndo feito um burro de carga que não pode olhar pro lado senão pára. E aí fudeu tudo, se parar não anda mais.

Com ele é sempre assim, no tranco, na porrada, na falta de jeito, na falta de vontade. Só que o Manoel até que dá sorte, trabalha um pouco e o resultado mínimo esperado acaba aparecendo e ele fica feliz, vai saber como acontece, o importante é que rola, foda-se se não é certinho. Mas até que tudo vai indo bem dentro do caos de sempre, ele tá feliz com a menina dele lá, tá vivendo quando pode, bebendo quando tem dinheiro, comendo o que quer, escreve aqui quando pinta paciência e vontade, principalmente, quando pinta vontade.

Ele tá gravando um disquinho em casa, sem grandes afobações, tá pensando demais em música, faltando sempre alguns compromissos como é de costume, cagando pra correção gramatical desse monte de coisas que ele digita em alta velocidade aqui no Chelsea, ele vai-que-vai e sente saudade de uns poucos amigos aí, ele tem preguiça de ligar e mais ainda de retornar e-mail e ligação, mas ele até que é gente boa, vai, e gosta das pessoas de verdade. Com amor e tal, que o Manoel aprende diariamente que é o jeito mais caro de fazer.

Até disseram que ele chutou o balde de umas coisas aí e vai mudar de cabeça em dois-mil-e-oito. Vai mandar umas pessoas a merda, começar a trabalhar pesado, escrever um livro relâmpago sobre uma dessas pessoítas que ele mandou pra vala e abandonar um monte de coisas chatas. Um carrinho de supermercado cheio de idéias e pessoas chatas, que vamos combinar, não dá pra levar pra sempre nas costas, desde a metade do ano passado ele começou uma limpeza bruta. Vai cair a ponte e eles que pulem no rio.

Ele tá crescendo, sabe? E agora tá indo lá dormir, que depois tem uma porrada de coisas pra terminar. Olha a palavra que ele tá apaixonado no momento aí: FIM.

obs: (como finalidade e tal.)

quarta-feira, novembro 14, 2007

Carne de Segunda

Um almoço feito à "Família do Barulho". Muita cerveja, farofa, batata, arroz e frango. Vou aprendendo a somar e a esquecer. Agora o que realmente importa é a capacidade de esperar o que acontece com frequência, fim sem finalidade. Tenho saudade daqui, do agora, mas o final do ano me oprime com seus prazos e tranformações radicais na vida.

Logo irão aparecer por aí as árvores de Natal e ainda não dei adeus ao peso desses dez meses que já passaram. Fica tudo igual a reprodução da bandeira turca na ponta do all star, reprodução de sonho. SENHA. sonho mesmo, vai saber. EU quis tanto sonhar e não percebi que nunca existiu escolha, nem sorte, nem possibilidade. Você queria sua vida e pronto.

Não faz sentido um mundo caótico dentro do seu sonho de "estrelinhas da (a)manhã"

Fica aí com a sua Geografia do Mundo, que eu sigo a minha briga de mestiço. Sem força, sem arma, sem faca. Segredinho de quem não tem cara pra tomar na cara. Assim apertemos as mãos e vida pra frente.

Sofázinho cor-de-rosa pra você e porra nas tuas costas.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Take one

O feriado me fez querer algumas coisas da vida. Favor anotá-las mentalmente.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Último dia de Outubro

Faz calor. Ela é tão doce, mesmo magrinha desse jeito. A gente come frango de padaria em mesa de bar, quindim e café no caixote da feira. Eu bebo uma cachaça depois pra pensar melhor. Cortaram a luz. Contaram outras verdades inconvenientes. Vou viajar, a vida nova não vai. Carolina não decide logo segurar minha mão e seguir pela 28 de setembro.

Ai, que vontade de mudar TUDO. O meio do caminho leva a loucura.

quarta-feira, outubro 24, 2007

As luzes do meu bairro

Antes de sair
não esqueça de trancar a porta
e molhar as plantas
que hoje eu vou chegar
mais tarde em casa

deixei a chave em cima da TV,
café pra esquentar
e aquele incenso que você pediu
eu coloquei no armário
junto da conta de luz
e às duas chega o rádio
que levei pra consertar

o mundo inteiro agora sabe
que fizemos uma escolha

sexta-feira, outubro 19, 2007

Re-começando as mesmas coisas pós Buenos Aires

Ela sorri e (puta-que-pariu) tudo fica um milhão de vezes mais bonito. Sério, desisti de tentar entender e só quero mesmo um beijo, um abraço forte ou uma visita lá em casa pra assistir tv, qualquer coisa que leve esse beleza toda pro meu mundo sujo diariamente.

Hoje ela parecia diferente, sem medo, mais perto do que eu sempre digo, levando a sério a mudança de forma, talvez até aceitando a possibilidade de um "nosso" além do sonho antigo. Cortou o cabelo com um húngaro que não sabia falar espanhol e ainda teve coragem de dizer que ficou feio, que não soube explicar a ele um negócio lá de corte com duas camadas.

Besteira, lindinha; o tal do húngaro sacou mesmo é que a sua nuca merecia andar pelo Rio de Janeiro sem nada. Sem cabelo nenhum pra esconder a vontade que tenho de te levar pra casa. Pra sempre e não te devolver mais lá para aquela cidade no interior.

Que árvore-filho-livro, o quê... agora eu gravo um disco, escrevo um Gávea-Hardcore e amo uma mulher. Com cabelos, nuca, olhos, boca e tudo mais que eu tenho direito.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Desculpas

Tá lá no site do jornal EXTRA aqui do Rio:

"Vocalista da banda Perdidos na Selva, Rodrigo Quik se lança em carreira solo com o CD de cinco faixas, que, apesar do título, traz boas canções sobre relacionamentos — caso de “Da primeira vez”, do Ludov, e “Desculpas”, de Manoel Magalhães (clique aqui e ouça)."

Link Original: http://extra.globo.com/lazer/sessaoExtra/post.asp?cod_Post=73801

quinta-feira, outubro 11, 2007

Harmada - Set-list (provisório) do disco

01- Sirenes e Alarmes
02- Luz Fria
03- Besteira Acreditar
04- Moll
05- Londres
06- Bairro Peixoto
07- Faça por mim
08- Lucidez
09- Lua Nova
10- Hospital
11- Nunca foi tarde
12- Sombras por aqui

www.luzesdomeubairro.com

quarta-feira, outubro 10, 2007

Vida-ao-vivo

Tudo vai mudar agora, muito rápido. Eu assino e vou em frente como o Polaco: separando o tijolo do trigo. Vamos viver mais e melhor, eu digo.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Mariana bem de perto - Fragmento

“Musical - mudo, obsessonho sem diálogo, haikai com ou sem haikai, repetição de imagem-sonora que não se repete, extra-angulação, estrangulamento em tomadas trans-fixas, dureé (eternidade eternidade eternidade do sonho), psihitchcose: We are such stuff-as dreams are made on.” – Júlio Bressane, 1977.

As gotas finas da chuva fria de Junho lambem os toldos dos bares na Glória e as pessoas se escondem por onde o inverno não aperta tanto. Mariana sobe a Rua Cândido Mendes no início da tarde e fecha o casaco, lembrando de uma canção que provavelmente não diz lá grande coisa, mas ela segue feliz, procurando na calçada um ritmo para os passos e conta no relógio do telefone celular os minutos que ainda faltam para o encontro marcado no número 72.

- Seis minutos. Ela diz mentalmente e começa a retardar sua marcha, tentando não chegar muito cedo e ao mesmo tempo não querendo pensar no que fará lá dentro. Fica em silencio e dessa vez não faz plano algum.

Ela não sabe por qual lugar ele chega, nem como entra no casarão abandonado. Já se cansou de perguntar, e agora enfim, aproveita os vinte minutos que dispõe todas as tardes e não arrisca a possibilidade de contrariá-lo outra vez. Ele é temperamental em seu silêncio e talvez não apareça nunca mais. Mariana imagina, com medo, isso acontecendo todas as noites antes de pegar no sono.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Paulo. #2

Em carta a Augusto de Campos, escrita três meses depois da chegada ao Rio, ele mandava notícias dizendo que "Descartes está no trópico", citando Panis et Circenses:

O nome da obra vai ser (quase certo) CATATAU. Estou morando no Solar da Fossa onde morou Caetano. "Mandei plantar folhas de sonho no jardim do Solar". Caetano plantou, Leminski colhe. A minha hora vai chegar, está chegando.

Paulo. #1

Só então Neiva saberia que Paulo era irmão de Pedro, de quem fora colega de escola durante anos, do primário ao ginásio. Ao chegar em casa, nesta mesma noite, Leminski tratou de contar imediatamente a novidade ao irmão:

- Pedro, é com imenso prazer que lhe comunico que estou namorando uma guria da sua turma.

- Verdade? Como é o nome dela?

- Neivair, que vocês chamam de Neiva.

- Sei. Mas ela é feia, Paulo!

- Era!

domingo, setembro 23, 2007

Sirenes e Alarmes

Se você quiser
eu já nem sei
por onde te levar
e tudo é maior que
a vida que perdi
nos dois anos sem você

agora seja o que for
só não entenda como
se fosse o fim.

[continua]

quinta-feira, setembro 20, 2007

Eles

Enquanto ele fala ao telefone, a menina de 2003 atravessa a arquitetura soviética do prédio de doze andares, ainda com suas panturrilhas transparentes de tão brancas, logo abaixo do vestido solto e sem cor; e ele ainda quer leva-la pra casa, quer dormir do mesmo jeito, com o tapete e os lençóis estendidos fora da cama, quer trepar com ela ali mesmo, naquele lugar de sempre, no chão, doendo os cotovelos, forçando os braços no rosto de Juliana, os cabelos claros escorrendo nos dedos, ela amando e dizendo que ama mesmo, e pronto; sem frescura de dizer o que dá vontade de dizer.

Eles sim, foram um casal.

segunda-feira, setembro 10, 2007

The Killing Moon

A noite vai caindo e estou na grande janela da sala, fumando outro cigarro, enquanto ela coloca o espelho entre o chão e a parede e começa a se maquiar sentada no colchão estendido por ali mesmo, perdida entre almofadas e cobertores de retalhos coloridos. Bebemos e viajamos pela noite anterior, mas o cansaço é leve e não tira o prazer de ter ido dormir já com o sol no céu e ela deitada ali, os olhos enormes como a felicidade de novamente ser um casal que caminha conversando pela madrugada.

Minha mulher usa um vestido negro tão bonito e não consigo deixar de rir quando ela diz que odeia televisão, vou até lá, beijo seu rosto e digo que adoro quando tudo é engraçado assim, quando ficamos em silêncio ali, naquele cômodo gigante, e não importa se vamos a um desfile de moda ou se trocamos a chatice por cerveja e um churrasquinho gostoso, o que vale mesmo a pena é conseguir superar o atropelo dos dias, é saber que passamos pela tempestade e ainda saímos mais fortes. Agora tudo parece novo e o caminho não é óbvio, exatamente como você gosta.

Ela permanece linda, em silêncio, compenetrada na maquiagem e talvez nem imagine a sorte que temos. Vamos em frente, amor, que o mundo ainda vai mudar muito. Pelo menos, eu acredito no máximo que merecemos.