Ela dança em alta velocidade. Sem parar pra pensar no movimento, só move. A música é forte, pulsa num ritmo infernal e o corpo da garota é levado por essa força torpe, quase absoluta nesse momento. Quem assiste acha delírio, loucura de alguém que se deixa levar pelo prazer puro. Lembro de uma passagem onde Diana - a caçadora, se vira e enquanto é enrabada pelo vampiro, pensa apenas no prazer.
Sinto um tesão que vai crescendo no andamento das pernas arqueadas dela pela cama. Olhos nos olhos para não lembrar da medalhinha que carrega no peito. Mais um movimento dos quadris e estamos trepando. Tudo muito violento e doce, como o melhor da vida deve ser.
segunda-feira, outubro 09, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
Sobre mulheres da minha vida e a Lapa.
Uma mulher marcou minha vida por um bom tempo. Analisando hoje, tudo foi muito mais que positivo entre nós dois. Amamos, aprendemos essas coisas todas de sempre, só que em alta velocidade e com longa duração. Tentando lembrar uma imagem que ficou na cabeça, digo que parece algo entre o colorido e o sangue, um sorriso indecifrável para o bem ou para o mal em alguma história infantil; ou o gosto amargo no final de uma bebida boa. Não existe um sem o outro, entende? Foi a primeira mulher e isso não é pouco.
Pois bem, posto isso, ontem no aniversário de minha pequena Gombata nos paralelepípedos itaperunenses da Lapa, reencontrei a segunda mulher da profecia que alguém escreveu pra mim. Ou para nós, quem sabe. Ela pensa diferente quase sempre, discorda de tudo quando concorda e isso me deixa perdido como em qualquer noite mais escura e sem sentido. Não que seja ruim, é lindo.
Lindos também são os olhos, o sorriso, a barriga, os seios. Até o cheiro do cabelo, dá pra acreditar? Cheiro pode ser bonito? Parece que sim algumas vezes.
Certa vez fomos ao cinema. Véspera do dia das mães e ela aproveitou pra comprar o presente no mesmo shopping na Barra. Andamos, andamos, conversamos, andamos e as horas foram. Engraçado ainda lembrar do filme: Nelson Freire. Só que nessa época ela evitava, eu não entendia muito aquilo, um morde e assopra estranho, parece-que-quer-demais-não-querendo. Fazer o que, deixa pra lá por um tempo.
Meses depois, minha namorada da época parecia odiar a tal menina. Olha, de alguma forma ela tinha razão quando dizia que nos olhávamos de um jeito diferente, estranho, difícil de entender.
Ano passado, churrasco no final do ano. Bebemos, conversamos. Quando decido perguntar porque ela não quis resolver naquela época do cinema, ela responde dizendo que não acreditava em mim, que achava que eu não queria ou estava brincando, qualquer coisa menos querer de verdade. Ai, ai.
- Mas eu não disse agora outra vez? Vocé acha que não é sério?
- Claro que não é sério. Você me fala isso sóbrio? Duvido que fala.
- Claro que falo.
- Não fala. Me liga amanhã então e diz sóbrio. Só assim a gente vai conversar isso sério.
Eu argumento, ela argumenta. Várias vezes. Beijos enfim e ela continua achando tudo uma grande loucura. A noite termina estranha, mais com cara de ressaca do que de romance como ela já previa. Grande mulher essa menina. Liguei no outro dia? Não liguei no outro dia. Idiota com um "I" do tamanho do olhos dela. Sabe por que não liguei? Por morrer de medo de ligar e ouvir que não é extamente isso.
Ela acha que não falo sério, eu acho que ela não fala sério.
Se isso faz sentido e vai chegar a algum lugar, só com o tempo vamos descobrir. Combinamos que com 28 anos tudo se resolve. Eu acredito não acreditando, ela também.
Queria muito, minha linda, que teu sobrenome significasse uma flor com um sentido mais bonito que o que existe por detrás das Margaridas; que segundo dona Vera do Califórnia Zero Grau significam "Amargas-Idas".
Vou então inventar flores do vermelho-revolução: Al-madas.
Pois bem, posto isso, ontem no aniversário de minha pequena Gombata nos paralelepípedos itaperunenses da Lapa, reencontrei a segunda mulher da profecia que alguém escreveu pra mim. Ou para nós, quem sabe. Ela pensa diferente quase sempre, discorda de tudo quando concorda e isso me deixa perdido como em qualquer noite mais escura e sem sentido. Não que seja ruim, é lindo.
Lindos também são os olhos, o sorriso, a barriga, os seios. Até o cheiro do cabelo, dá pra acreditar? Cheiro pode ser bonito? Parece que sim algumas vezes.
Certa vez fomos ao cinema. Véspera do dia das mães e ela aproveitou pra comprar o presente no mesmo shopping na Barra. Andamos, andamos, conversamos, andamos e as horas foram. Engraçado ainda lembrar do filme: Nelson Freire. Só que nessa época ela evitava, eu não entendia muito aquilo, um morde e assopra estranho, parece-que-quer-demais-não-querendo. Fazer o que, deixa pra lá por um tempo.
Meses depois, minha namorada da época parecia odiar a tal menina. Olha, de alguma forma ela tinha razão quando dizia que nos olhávamos de um jeito diferente, estranho, difícil de entender.
Ano passado, churrasco no final do ano. Bebemos, conversamos. Quando decido perguntar porque ela não quis resolver naquela época do cinema, ela responde dizendo que não acreditava em mim, que achava que eu não queria ou estava brincando, qualquer coisa menos querer de verdade. Ai, ai.
- Mas eu não disse agora outra vez? Vocé acha que não é sério?
- Claro que não é sério. Você me fala isso sóbrio? Duvido que fala.
- Claro que falo.
- Não fala. Me liga amanhã então e diz sóbrio. Só assim a gente vai conversar isso sério.
Eu argumento, ela argumenta. Várias vezes. Beijos enfim e ela continua achando tudo uma grande loucura. A noite termina estranha, mais com cara de ressaca do que de romance como ela já previa. Grande mulher essa menina. Liguei no outro dia? Não liguei no outro dia. Idiota com um "I" do tamanho do olhos dela. Sabe por que não liguei? Por morrer de medo de ligar e ouvir que não é extamente isso.
Ela acha que não falo sério, eu acho que ela não fala sério.
Se isso faz sentido e vai chegar a algum lugar, só com o tempo vamos descobrir. Combinamos que com 28 anos tudo se resolve. Eu acredito não acreditando, ela também.
Queria muito, minha linda, que teu sobrenome significasse uma flor com um sentido mais bonito que o que existe por detrás das Margaridas; que segundo dona Vera do Califórnia Zero Grau significam "Amargas-Idas".
Vou então inventar flores do vermelho-revolução: Al-madas.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Vida long-play.
Ler o jornal. Jogar fora o jornal. O lixo fora também. Uma varrida rápida na casa. Toca o celular: mais uma coisa pra fazer na sexta-feira. Ensaio de 22:00 às 00:00 de quinta. Ligar, assistir e desligar a televisão. Viajar seis horas, depois mais seis pra voltar.
Ah, seis horas de trabalho na quinta também. Comer menos e melhor. Comprar a comida e outras coisinhas pra casa. Responder e-mails, deixar mensagens e ler o livro da semana.
Ela liga dizendo que lá o calor dá preguiça essa noite. Concordo plenamente com cada palavra que ela diz assim, baixinho. Toca uma música e alguém canta algo no rádio. Ela diz que vai comer e liga depois. 15 minutinhos, amor. Eu faço as contas e penso em economizar. Luz, TV a cabo e telefone; que merda ter que gastar dinheiro com isso. O telefone toca outra vez e digo que não quero pensar. Ela entende.
- Vamos ver um filme?
- No cinema? Agora?
- Não, amor. Aqui em casa.
Ah, seis horas de trabalho na quinta também. Comer menos e melhor. Comprar a comida e outras coisinhas pra casa. Responder e-mails, deixar mensagens e ler o livro da semana.
Ela liga dizendo que lá o calor dá preguiça essa noite. Concordo plenamente com cada palavra que ela diz assim, baixinho. Toca uma música e alguém canta algo no rádio. Ela diz que vai comer e liga depois. 15 minutinhos, amor. Eu faço as contas e penso em economizar. Luz, TV a cabo e telefone; que merda ter que gastar dinheiro com isso. O telefone toca outra vez e digo que não quero pensar. Ela entende.
- Vamos ver um filme?
- No cinema? Agora?
- Não, amor. Aqui em casa.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Veneno contra a ansiedade.
Ta aí! O problema do mundo é a ansiedade. Não sei porque tenho andado tão tranqüilo depois de aprender isso. Tudo meu anda com calma, no tempo em que as coisas devem acontecer. Engraçado como deixar de fazer algumas coisas me libertou pra organizar um mundo novo. Eu só achava as coisas difíceis antes de tentar fazer cada uma. De repente, está tudo ali, tão mais fácil.
Descansei, pensei esses dias, li coisas legais. Agora quero escrever, viajar, resolver mais coisas, viver com as potencialidades que tenho e às vezes sub-aproveito. Uma boa atitude leva a outra e tudo vai mudando junto, até as pessoas a sua volta mudam de acordo com o que você faz.
É difícil aproveitar o hoje sem pensar no amanhã, mas talvez foda mesmo seja aproveitar o hoje pensando no amanhã. Não sei muito bem porque estou dizendo isso aqui, talvez pra compartilhar uma fase boa da minha vida, algum tipo de tranqüilidade que fui aprendendo a ter com o tempo. Às vezes quero ficar calado por dias, só pensando. Quero trabalhar, escrever, tocar, amar.
Viver é maravilhoso em 99% das situações. No resto delas é só tomar um banho e dormir algumas horas que tudo se resolve. Acho que em algum momento da vida me deram um veneno contra a ansiedade.
Descansei, pensei esses dias, li coisas legais. Agora quero escrever, viajar, resolver mais coisas, viver com as potencialidades que tenho e às vezes sub-aproveito. Uma boa atitude leva a outra e tudo vai mudando junto, até as pessoas a sua volta mudam de acordo com o que você faz.
É difícil aproveitar o hoje sem pensar no amanhã, mas talvez foda mesmo seja aproveitar o hoje pensando no amanhã. Não sei muito bem porque estou dizendo isso aqui, talvez pra compartilhar uma fase boa da minha vida, algum tipo de tranqüilidade que fui aprendendo a ter com o tempo. Às vezes quero ficar calado por dias, só pensando. Quero trabalhar, escrever, tocar, amar.
Viver é maravilhoso em 99% das situações. No resto delas é só tomar um banho e dormir algumas horas que tudo se resolve. Acho que em algum momento da vida me deram um veneno contra a ansiedade.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Olhos amarelos para esse hotel.
Entre textos e recortes metodológicos, ela fala baixinho. Faz o que acredita e pensa apenas no foco exato de cada palavra. Eu entendo. Seus seios são lindos, os dentes, a pele, os olhos amarelos de carne quente. Todos escutam seu sermão com paciência. Eu quero só pegar na sua mão e voltar pra casa com fome e sono. Com amor.
Você me entende? Sabe a minha verdade? Talvez não. Isso importa? Você fuma? Seus pais tomam café demais, você diz. Eu também, meu amor. Fumo, bebo, trepo, durmo tarde. Você quer? Vamos? O cinema é logo ali. Diz só pra mim: "Manifestações de paixão datada...". Repete? Pra mim, amor: "datada..."
Corre pra cá? Muda (para) esse lugar pra sempre? Me domina? Me manda. Pinta as paredes de suas cores preferidas, cola o que quiser, tira foto, coloca mil pedacinhos de papel pelo chão. Escreve nas paredes. Eu tenho discos antigos, uma vitrolinha alaranjada e sei fazer um café delicioso. Vem correndo? Mora aqui? Me ama em qualquer lugar dessa casa. Corpo, mãos e nossos pelos. Tudo que fizer sentido para sua vida nova.
Mais uma vez ela repete as idéias em um tom de revolução literária. Lindas como o amarelo que transborda de seus olhos para os lençóis desse lugar.
"Gosto de vinho, quando bebo. Quando não bebo, gosto de bebê-lo. Gosto de revolução, gosto do seu cabelo preso."
Você me entende? Sabe a minha verdade? Talvez não. Isso importa? Você fuma? Seus pais tomam café demais, você diz. Eu também, meu amor. Fumo, bebo, trepo, durmo tarde. Você quer? Vamos? O cinema é logo ali. Diz só pra mim: "Manifestações de paixão datada...". Repete? Pra mim, amor: "datada..."
Corre pra cá? Muda (para) esse lugar pra sempre? Me domina? Me manda. Pinta as paredes de suas cores preferidas, cola o que quiser, tira foto, coloca mil pedacinhos de papel pelo chão. Escreve nas paredes. Eu tenho discos antigos, uma vitrolinha alaranjada e sei fazer um café delicioso. Vem correndo? Mora aqui? Me ama em qualquer lugar dessa casa. Corpo, mãos e nossos pelos. Tudo que fizer sentido para sua vida nova.
Mais uma vez ela repete as idéias em um tom de revolução literária. Lindas como o amarelo que transborda de seus olhos para os lençóis desse lugar.
"Gosto de vinho, quando bebo. Quando não bebo, gosto de bebê-lo. Gosto de revolução, gosto do seu cabelo preso."
quarta-feira, setembro 27, 2006
Não sei dançar
"Meus olhos se escondem onde explodem paixões
e tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar." - L. Alvin
e tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar." - L. Alvin
terça-feira, setembro 26, 2006
Ioiô
A professora é linda e senta no cinema de um jeito tão doce que apaixona. Gargalhamos pela Marquês de Abrantes com ela contando a história do Ioiô.
O menino aprendia tranquilamente a jogar seu ioiô novo na porta da escola. A professora quis ensinar o jeito (certo?!) de jogar. Pega o brinquedo e na primeira tentativa ele sobe. Opa... não é assim que deveria ser. Mais uma vez! O ioiô cai e pronto: quebra-se em diversas partes.
- Olha, não liga não. Eu te dou outro. O menino nada responde com o pensamento ainda no sonho de subir e descer do brinquedo colorido.
- Eu sempre quis ter um ioiô. Ele diz então, com os olhos de saudade entre as partes que sobraram.
- Ele brilhava no escuro. Completa assim o menino.
A professora não sabe se ri ou se chora com o rosto de interrogação do garoto. As pessoas assistem tudo sem saber exatamente como ajudar. Ela acreditava completamente que jogar ioiô era como andar de bicicleta. Ninguém desaprende. Mas a vida é assim: Desaprender.
Enfim compra outro ioiô, que obviamente, nunca vai brilhar no escuro.
O menino aprendia tranquilamente a jogar seu ioiô novo na porta da escola. A professora quis ensinar o jeito (certo?!) de jogar. Pega o brinquedo e na primeira tentativa ele sobe. Opa... não é assim que deveria ser. Mais uma vez! O ioiô cai e pronto: quebra-se em diversas partes.
- Olha, não liga não. Eu te dou outro. O menino nada responde com o pensamento ainda no sonho de subir e descer do brinquedo colorido.
- Eu sempre quis ter um ioiô. Ele diz então, com os olhos de saudade entre as partes que sobraram.
- Ele brilhava no escuro. Completa assim o menino.
A professora não sabe se ri ou se chora com o rosto de interrogação do garoto. As pessoas assistem tudo sem saber exatamente como ajudar. Ela acreditava completamente que jogar ioiô era como andar de bicicleta. Ninguém desaprende. Mas a vida é assim: Desaprender.
Enfim compra outro ioiô, que obviamente, nunca vai brilhar no escuro.
domingo, setembro 24, 2006
Harmada - a miss e o dinossauro.
O nome da banda nova é Harmada. O nome do disco talvez seja "A miss e o dinossauro". Farei um micro-diário das gravações no: www.fotolog.com/chelseanights
Até agora é isso.
Até agora é isso.
sexta-feira, setembro 22, 2006
London

Tudo muda quando a luz da cozinha se apaga. Ela não se apaga por vontade própria, diria a anã de David Lynch.
Vômito e esperma escorrem por seu rosto.
Não sabe esconder a inferioridade, a não capacidade, o não talento. Fragmentos repelidos pela eternidade. As mãos de Guará. A tinta amarela-quase-branca transborda de todos os fotogramas.
Que pena! Memórias de um estrangulador de loiras estréia na próxima semana. Não... não é digital. Não... não é inglês.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Onde o nosso sol corta como faca.
Eu digo que o caminho é longo e aperto o passo para sentir o sol do início da tarde. As pessoas correm apressadas sonhando com o fim do expediente e as festas de Natal que a noite trará. A menina dos cabelos dourados por onde anda? Ela guarda meu all-star preto de presente e pensa que somos um casal bonito e tão estranho quanto só nós podemos ser.
Minha esposa, amante, namorada, mãe e principalmente professora. Tudo isso sem querer ser nada. Transávamos por horas como crianças. Ela sorria quando não estava com raiva. Quando não estava com medo. Nos encontramos novamente em uma noite de suor escuro. Ela gritava por ódio. Eu beijava de saudade. Ela mente. Eu minto. Sempre.
- Amor, você sabe... Eu sou o pior homem do mundo.
Minha esposa, amante, namorada, mãe e principalmente professora. Tudo isso sem querer ser nada. Transávamos por horas como crianças. Ela sorria quando não estava com raiva. Quando não estava com medo. Nos encontramos novamente em uma noite de suor escuro. Ela gritava por ódio. Eu beijava de saudade. Ela mente. Eu minto. Sempre.
- Amor, você sabe... Eu sou o pior homem do mundo.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Vida Fast-food
A vida corre a mil por hora. Pessoas, sombras, janelas e objetivos. Tempo pra dormir, tempo pra acordar, tempo pra comer. Amar, escrever e sonhar.
Vida acadêmica, mulher dos sonhos, trabalho de peão ou qualquer coisa que faça um homem mais forte. Ela diz que chora com a falta de esperança. Já eu digo que sonho com a felicidade que a esperança trás.
Assim vamos vivendo na velocidade linda dessa vida suja.
Vida acadêmica, mulher dos sonhos, trabalho de peão ou qualquer coisa que faça um homem mais forte. Ela diz que chora com a falta de esperança. Já eu digo que sonho com a felicidade que a esperança trás.
Assim vamos vivendo na velocidade linda dessa vida suja.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Chuva fina.
Ela pede uma porrada. Eu dou. Outra, outra e outra. Agora quer um beijo. Eu dou. Ela entende isso tudo como muito normal. Eu digo: será que é bem assim?
Atravessamos a Rua Augusta querendo fazer sexo com qualquer prostituta mais ou menos bonita. Ela diz que essas meninas de 15 anos que gostam de hardcore são uma delícia. Eu concordo. Ela acende um cigarro e lembra que ao lado do Espaço Unibanco a gente consegue pegar pó. Coloco a mão no bolso e penso em tomar um café antes.
- Vamos trepar uma menina dessas? Deixa o pó pra amanhã. Ela diz.
Atravessamos a Rua Augusta querendo fazer sexo com qualquer prostituta mais ou menos bonita. Ela diz que essas meninas de 15 anos que gostam de hardcore são uma delícia. Eu concordo. Ela acende um cigarro e lembra que ao lado do Espaço Unibanco a gente consegue pegar pó. Coloco a mão no bolso e penso em tomar um café antes.
- Vamos trepar uma menina dessas? Deixa o pó pra amanhã. Ela diz.
domingo, setembro 17, 2006
Você e muitos anos de vida.
Engraçado pensar que ela também gosta de escrever. Será que sonha em cores? Com trilha sonora? Conta as folhas que caem das árvores na Muniz Barreto. Almoça com as amigas durante a semana e assiste filmes americanos que são até legais. Usa blusas de décadas com rosas vermelhas e margaridas. Às vezes bebe naquele bar que existe dentro do Gávea Hardcore.
Dança sempre ouvindo “Uns dias”. Será minha sina amar uma mulher que escuta os Paralamas do Sucesso? Que diz as coisas certas, como sorri para fotografias e não é nada do que tive até aqui. Ela é a imagem do novo, o amarelo da minha paleta de cores, o trompete atrasado no que eu penso ser jazz, a frase certa no que ela pensa ser poesia.
Eu tive um sonho e não queria contar. Ela ficaria com um medo maior.
Não consigo guardar só pra mim. No escuro do cérebro ela vestia um verde bandeira da revolução. Caminhamos por horas ou anos esperando o momento chegar. Hoje eu espero esse dia. Ela sorri. E a música toca dentro do sonho: alta, máxima. Adrenalina de acordar com a camisa empapada de um suor de vida nova. Velho novo mundo de acordes maiores simples.
Pode ser o que quiser. Ter o que me pedir pra sonhar. Uma semana em Porto Alegre caminhando entre coisas que você pode pegar e os cortes da velha fotografia em P&B de um tom nouvelle vague. Esses seríamos nós dois dentro do que eu posso pedir pra quem governa as vidas. Quem atende a esses pedidos? Escrevo uma carta? Uma Lista de natal?
Caso você passe por aqui: - Quer saber o que eu quero?
Você e muitos anos de vida bastam.
Dança sempre ouvindo “Uns dias”. Será minha sina amar uma mulher que escuta os Paralamas do Sucesso? Que diz as coisas certas, como sorri para fotografias e não é nada do que tive até aqui. Ela é a imagem do novo, o amarelo da minha paleta de cores, o trompete atrasado no que eu penso ser jazz, a frase certa no que ela pensa ser poesia.
Eu tive um sonho e não queria contar. Ela ficaria com um medo maior.
Não consigo guardar só pra mim. No escuro do cérebro ela vestia um verde bandeira da revolução. Caminhamos por horas ou anos esperando o momento chegar. Hoje eu espero esse dia. Ela sorri. E a música toca dentro do sonho: alta, máxima. Adrenalina de acordar com a camisa empapada de um suor de vida nova. Velho novo mundo de acordes maiores simples.
Pode ser o que quiser. Ter o que me pedir pra sonhar. Uma semana em Porto Alegre caminhando entre coisas que você pode pegar e os cortes da velha fotografia em P&B de um tom nouvelle vague. Esses seríamos nós dois dentro do que eu posso pedir pra quem governa as vidas. Quem atende a esses pedidos? Escrevo uma carta? Uma Lista de natal?
Caso você passe por aqui: - Quer saber o que eu quero?
Você e muitos anos de vida bastam.
sexta-feira, setembro 15, 2006
6 coisas que você não sabe...
O amigo Túlio me passou a missão de dizer seis coisas que as pessoas não sabem sobre mim. E eu também tenho que passar a maldição para seis amiguinhos. Enfim...vamos lá:
01 – Joguei campeonatos oficiais de futebol infantil. Um deles realizado na cidade de Espera Feliz (MG) que era uma espécie de campeonato brasileiro para menores de 15 anos. Minha carreira no futebol terminou quando descobri o rock. Que merda heim?
02- Amei a mesma mulher durante cinco longos anos. Hoje ela está casada. Com outro é claro.
03- Junto com o Bruno vendi sacolé (uma espécie de sorvete de saquinho) na praia. Faturamos juntos o total de 1 real. Nunca fui bom vendedor.
04- Já fiz um Ménage à trois.
05- Eu cometo o pecado do nono mandamento de Moisés com frequência.
06- Sou apaixonado por bailarinas em geral.
Os meus escolhidos são: Marsílea, Bruno, Fernanda, P.H., Bruna Goss (que não acho o endereço do blog de jeito nenhum) e agora ao Klaus também.
01 – Joguei campeonatos oficiais de futebol infantil. Um deles realizado na cidade de Espera Feliz (MG) que era uma espécie de campeonato brasileiro para menores de 15 anos. Minha carreira no futebol terminou quando descobri o rock. Que merda heim?
02- Amei a mesma mulher durante cinco longos anos. Hoje ela está casada. Com outro é claro.
03- Junto com o Bruno vendi sacolé (uma espécie de sorvete de saquinho) na praia. Faturamos juntos o total de 1 real. Nunca fui bom vendedor.
04- Já fiz um Ménage à trois.
05- Eu cometo o pecado do nono mandamento de Moisés com frequência.
06- Sou apaixonado por bailarinas em geral.
Os meus escolhidos são: Marsílea, Bruno, Fernanda, P.H., Bruna Goss (que não acho o endereço do blog de jeito nenhum) e agora ao Klaus também.
quarta-feira, setembro 13, 2006
segunda-feira, setembro 11, 2006
Problemas... Problemas.
O template desse Hotel passa atualmente por dificuldades. Não sei quando ele volta ao ar. Fica esse aqui por um tempo. Talvez eu mude logo por alguma coisa mais bonita. Juro que vou tentar.
Mas por enquanto leiam os textos. Afinal é isso que importa, não é mesmo?
Desculpe o transtorno.
Manoel.
Mas por enquanto leiam os textos. Afinal é isso que importa, não é mesmo?
Desculpe o transtorno.
Manoel.
Causa Mortis.
Hoje senti saudade de tocar contrabaixo. Com 15 anos eu achava que sabia tocar muito bem esse instrumento. Com 22 anos eu começava a duvidar disso. Hoje eu tenho a clara certeza que não sei quase nada. Talvez até saiba mais do que imagino que sei, mas senti só vontade mesmo de tocar.
Quando formei minha primeira banda tinha apenas noções de como se toca uma guitarra, mas aquela era a fase em que eu aprendia mais rápido. Evoluí anos de hoje em meses daquela época. De lá pra cá desaprendi muita coisa. Em 1997 desisti de começar a tocar com quem sabia o mesmo que eu e fui tentar tocar com quem não sabia absolutamente nada. Foi a única vez que isso deu certo. Quem já sabia alguma coisa queria tocar covers das bandas que gostavam. A vantagem de quem não sabe é essa, poder fazer o que quer com a música. Infelizmente pouca gente consegue ver a beleza dessa total falta de amarras e inventar as suas próprias músicas.
Nós inventávamos várias todos os dias. O baterista que acabara de ganhar o instrumento desistiu de ter um professor logo na primeira aula. Até hoje ele é o melhor baterista com que já toquei no sentido da liberdade. O baixista era irmão do batera. Pediu a avó (que já tinha dado a bateria ao irmão) um baixo. Também não quis ter aulas com ninguém. Nós dois inventamos um método de contrabaixo. Eu escrevia as notas em um caderno pra ele, completamente do meu jeito e ele foi desenvolvendo esse método até chegar numa coisa bastante arrojada que eu mesmo não saberia reproduzir hoje. Ele dizia que eu sabia tocar muito bem o baixo. Acho que era respeito, sei lá.
Eu inventava as músicas na guitarra e eles seguiam do jeito deles. Tocávamos por horas, por dias inteiros. E quanto mais músicas nós escutávamos no tempo livre, mas idéias apareciam na hora de tocar. Era uma coisa completamente livre. Acho que só resisti ao tédio de cidade do interior na adolescência, graças a isso. O baixo era ligado numa caixa acústica de um antigo aparelho de vinil que eu aprendi a conectar num amplificador completamente detonado que alguém me deu. Gravávamos os ensaios num tosquíssimo aparelhinho de k-7 e depois ouvíamos as fitas pra tentar evoluir as idéias das músicas.
O mais engraçado era a cara de pau que a gente tinha. Odiávamos ver todo mundo da nossa idade querendo tocar Legião Urbana ou Paralamas do Sucesso. Então ficávamos fuçando nos discos da mãe deles procurando coisas antigas da Mpb pra fazer versões nossas. Lembrei hoje de várias que fizemos pra fase em inglês do Caetano quando ele estava exilado em Londres.
Difícil tentar escrever sobre as lembranças daquela época. São todas muito boas, mas a vida é realmente muito complicada. Tudo mudou muito de lá pra cá. Saudade é claro que dá, mas claramente o que eu sou hoje é uma parte do que eu era naquela época.
Queria muito ter como agradecer a essas caras, mas acho que palavra nenhuma que eu dissesse a eles seria o bastante. Melhor ficar só com essas lembranças no coração mesmo. Voltar a tocar só pelo prazer de tocar talvez seja a melhor coisa que eu possa fazer por eles. Por mim então, nem se fala.
“Um ciclone atravessou as nossas vidas, de repente tudo fora do lugar. Hoje eu sei só a mudança é permanente.”
Quando formei minha primeira banda tinha apenas noções de como se toca uma guitarra, mas aquela era a fase em que eu aprendia mais rápido. Evoluí anos de hoje em meses daquela época. De lá pra cá desaprendi muita coisa. Em 1997 desisti de começar a tocar com quem sabia o mesmo que eu e fui tentar tocar com quem não sabia absolutamente nada. Foi a única vez que isso deu certo. Quem já sabia alguma coisa queria tocar covers das bandas que gostavam. A vantagem de quem não sabe é essa, poder fazer o que quer com a música. Infelizmente pouca gente consegue ver a beleza dessa total falta de amarras e inventar as suas próprias músicas.
Nós inventávamos várias todos os dias. O baterista que acabara de ganhar o instrumento desistiu de ter um professor logo na primeira aula. Até hoje ele é o melhor baterista com que já toquei no sentido da liberdade. O baixista era irmão do batera. Pediu a avó (que já tinha dado a bateria ao irmão) um baixo. Também não quis ter aulas com ninguém. Nós dois inventamos um método de contrabaixo. Eu escrevia as notas em um caderno pra ele, completamente do meu jeito e ele foi desenvolvendo esse método até chegar numa coisa bastante arrojada que eu mesmo não saberia reproduzir hoje. Ele dizia que eu sabia tocar muito bem o baixo. Acho que era respeito, sei lá.
Eu inventava as músicas na guitarra e eles seguiam do jeito deles. Tocávamos por horas, por dias inteiros. E quanto mais músicas nós escutávamos no tempo livre, mas idéias apareciam na hora de tocar. Era uma coisa completamente livre. Acho que só resisti ao tédio de cidade do interior na adolescência, graças a isso. O baixo era ligado numa caixa acústica de um antigo aparelho de vinil que eu aprendi a conectar num amplificador completamente detonado que alguém me deu. Gravávamos os ensaios num tosquíssimo aparelhinho de k-7 e depois ouvíamos as fitas pra tentar evoluir as idéias das músicas.
O mais engraçado era a cara de pau que a gente tinha. Odiávamos ver todo mundo da nossa idade querendo tocar Legião Urbana ou Paralamas do Sucesso. Então ficávamos fuçando nos discos da mãe deles procurando coisas antigas da Mpb pra fazer versões nossas. Lembrei hoje de várias que fizemos pra fase em inglês do Caetano quando ele estava exilado em Londres.
Difícil tentar escrever sobre as lembranças daquela época. São todas muito boas, mas a vida é realmente muito complicada. Tudo mudou muito de lá pra cá. Saudade é claro que dá, mas claramente o que eu sou hoje é uma parte do que eu era naquela época.
Queria muito ter como agradecer a essas caras, mas acho que palavra nenhuma que eu dissesse a eles seria o bastante. Melhor ficar só com essas lembranças no coração mesmo. Voltar a tocar só pelo prazer de tocar talvez seja a melhor coisa que eu possa fazer por eles. Por mim então, nem se fala.
“Um ciclone atravessou as nossas vidas, de repente tudo fora do lugar. Hoje eu sei só a mudança é permanente.”
domingo, setembro 10, 2006
Goodnight Ladies.
Aproveitando o feriado como um estranho retiro corporal (e espiritual é claro) o mestre Lou Reed acabou de me dar à benção e principalmente a razão para escrever aqui depois de um belo sábado carioca onde o sol resolveu aparecer pra acabar com a festa do frio-europa que nos dominou durante toda a semana.
Leram o Globo de ontem? O “Prosa e Verso” veio com uma matéria de capa publicando a correspondência por e-mail entre escritores. A idéia é interessante, focaram escritores jovens. Acho que muita gente vai falar mal, mas enfim... muita gente sempre fala mal de tudo.
O hotel real disso aqui está precisando urgente de um trato. Prometo que de amanhã não passa. Tenho projetos novos de músicas e blogs. As coisas bobas de sempre. Vou anunciando aos poucos. Não sei porque, mas estou com uma sensação de exílio na minha própria cidade. Acho que já deu pra reparar pela sede com que escrevo hoje.
Dúvida de amanhã: Ir ou não a Gávea?
Vou tentar escrever muito, mas muito mesmo, hoje. E ficar brincando de gravar coisas aqui no computador. Ler o Hemingway grandão que eu peguei. E o Dalton Trevisan também que estou tentando interiorizar desde 2003.
Engraçadas essas coisas que acontecem com os anos. Esse 2006 está me parecendo um fechar de ciclo com 2003. Dá pra entender? (Sinto saudade de você sabia? Estou apaixonado mesmo dizendo que não estou. Fingindo que você não existe.).
Decidi que nasci outra vez nesse dia 05 de setembro. A primeira vida durou esses 25 anos. Essa segunda vida que começou na terça-feira, poderei viver sem precisar aprender a andar, comer, falar, amar, correr, estudar e um milhão de coisas que tive que passar até chegar a vida de fato. Até os 50 anos vou fazer outras coisas bem mais interessantes.
Novos pedaçinhos G.H. vem por aí.
Terça-feira farei uma visitinha ao Maurice Capovilla no Centro Cultural Banco do Brasil. Pensei em ir ontem, tentei ir hoje, mas a funcionalidade é fator fundamental em minhas viagens de ônibus a outros bairros no momento. Na terça posso assistir a três filmes dele. Acho que só assim vale a pena o deslocamento.
Quarta tem palestra do Bressane na Uerj sobre cinema e filosofia. Sexta começa a primavera dos livros no Jockey. Só biscoito fino não é mesmo? Semana linda começando.
Enfim, to feliz pra caralho e é só isso. Torçam por mim o tempo todo.
Leram o Globo de ontem? O “Prosa e Verso” veio com uma matéria de capa publicando a correspondência por e-mail entre escritores. A idéia é interessante, focaram escritores jovens. Acho que muita gente vai falar mal, mas enfim... muita gente sempre fala mal de tudo.
O hotel real disso aqui está precisando urgente de um trato. Prometo que de amanhã não passa. Tenho projetos novos de músicas e blogs. As coisas bobas de sempre. Vou anunciando aos poucos. Não sei porque, mas estou com uma sensação de exílio na minha própria cidade. Acho que já deu pra reparar pela sede com que escrevo hoje.
Dúvida de amanhã: Ir ou não a Gávea?
Vou tentar escrever muito, mas muito mesmo, hoje. E ficar brincando de gravar coisas aqui no computador. Ler o Hemingway grandão que eu peguei. E o Dalton Trevisan também que estou tentando interiorizar desde 2003.
Engraçadas essas coisas que acontecem com os anos. Esse 2006 está me parecendo um fechar de ciclo com 2003. Dá pra entender? (Sinto saudade de você sabia? Estou apaixonado mesmo dizendo que não estou. Fingindo que você não existe.).
Decidi que nasci outra vez nesse dia 05 de setembro. A primeira vida durou esses 25 anos. Essa segunda vida que começou na terça-feira, poderei viver sem precisar aprender a andar, comer, falar, amar, correr, estudar e um milhão de coisas que tive que passar até chegar a vida de fato. Até os 50 anos vou fazer outras coisas bem mais interessantes.
Novos pedaçinhos G.H. vem por aí.
Terça-feira farei uma visitinha ao Maurice Capovilla no Centro Cultural Banco do Brasil. Pensei em ir ontem, tentei ir hoje, mas a funcionalidade é fator fundamental em minhas viagens de ônibus a outros bairros no momento. Na terça posso assistir a três filmes dele. Acho que só assim vale a pena o deslocamento.
Quarta tem palestra do Bressane na Uerj sobre cinema e filosofia. Sexta começa a primavera dos livros no Jockey. Só biscoito fino não é mesmo? Semana linda começando.
Enfim, to feliz pra caralho e é só isso. Torçam por mim o tempo todo.
quinta-feira, setembro 07, 2006
G.H. * 03
Isabel - Fumaça de cigarros diferentes. Pessoas com sorrisos diferentes. Olho assustado cada rosto novo. São dezenas. Observo as costas abertas de duas mulheres lindas. Tatuadas. O som na pista é alto e nos outros ambientes todos conversam abafando os ruídos.
Meus olhos logo encontram um sentido. Ela está com uma amiga. Conversam sentadas, talvez tentando se afastar do barulho. Acaricio cada detalhe daquele rosto. Uma pinta que inevitavelmente trás uma atriz a cabeça. Ela sorri bem mais bonito.
Meus olhos logo encontram um sentido. Ela está com uma amiga. Conversam sentadas, talvez tentando se afastar do barulho. Acaricio cada detalhe daquele rosto. Uma pinta que inevitavelmente trás uma atriz a cabeça. Ela sorri bem mais bonito.
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